sexta-feira, 15 de abril de 2011

MASSACRE EM REALENGO: ENTRE O CÉU E O INFERNO

MONTAGEM ESPECIAL COM FOTOS DA INTERNET


1 - Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos, brincalhona, Ana fazia a alegria das colegas de classe durante os recreios. Em casa, dedicava boa parte do tempo ao canto e a dança. Segundo amigas, os pais não a deixavam sair à noite para festas.
2 - Bianca Rocha Tavares, 13 anos, caseira, Bianca gostava de navegar na internet e de ajudar a avó a arrumar a casa. Sua irmã gêmea, Brenda, também ficou ferida no ataque à escola e, no dia 8 de abril, permanecia internada no hospital.



3 - Laryssa Silva Martins, 13 anos, era muito caseira e gostava de internet. Segundo parentes, Laryssa era obstinada e muito estudiosa. Na Escola Municipal Tasso da Silveira, ela vivia cercada de amigas.
4 - Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos, sonhava em ser modelo e já havia se apresentado em desfiles pequenos. O irmão Alex, de 13 anos, também foi ferido. Ela era muito alegre e dedicada aos estudos.



5 - Géssica Guedes Pereira, 15 anos, a mãe a definiu como muito alegre. Ela estava no 7º ano e sonhava em seguir carreira na Marinha. A mãe soube do massacre pela TV e, ao chegar ao hospital Albert Schweitzer, reconheceu foto do corpo.
6 - Igor Moraes da Silva, 13 anos, era brincalhão e estudioso. Familiares tentaram doar seus órgãos. Não foi possível, porque os pais precisavam assinar os papéis, e a família não conseguiu localizar o pai.



 7 - Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos, sonhava em ser atleta profissional. A família soube pela TV do ataque e tentou ligar para o celular dela, até que um aluno atendeu e disse que havia encontrado o aparelho no chão.
8 - Mariana Rocha de Souza, 12 anos, o irmão dela, Eduardo, de nove anos, também estudava na escola e estava em um andar acima quando ouviu os tiros. Ela sonhava em se tornar modelo e era muito vaidosa.



9 - Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos, faria 15 anos em setembro e estava animada com os preparativos da festa. Era fã de Ivete Sangalo e queria ser modelo. Luiza, que estava no 8º ano, fazia curso de inglês.
10 - Milena dos Santos Nascimento, 14 anos, aluna do 6º ano, estudava na escola desde a 1ª série. Era estudiosa e alegre. O pai, que tem mais duas filhas na escola, disse que não deixará que elas voltem a estudar lá.



 11 - Samira Pires Ribeiro, 13 anos, entrou neste ano na escola e ficou muito amiga de Larissa Atanázio, que também morreu. As duas se tratavam como irmãs. Seus corpos foram encontrados lado a lado.
12 - Rafael Pereira da Silva, 14 anos, foi adotado duas vezes. Quando sua primeira mãe adotiva morreu, Rafael foi adotado pelo genro dela. O menino estava no 7º ano da Escola Municipal Tasso da Silveira








ENQUANTO ISSO, MAIS EMBAIXO...


 



ENTRE NO ELEVADOR DA MORTE E APERTE O "T" (TÉRREO) E SUBSOLO



"QUANTO MAIS VIDAS VOCÊ TIRAR MAIS EU VOU QUERER VOCÊ!"

Na quinta-feira, dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre contra 12 crianças de uma escola municipal em Realengo na zona oeste do Rio de Janeiro. Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou quase cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.





"FAÇA BARBA, CABELO E BIGODE COMIGO, WELLINGTON!"

Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.




"TODO TERRORISTA E ASSASSINO ME AGRADECE POR UMA GRAÇA ALCANÇADA!"

O atirador maluco que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá mostras de que o ataque todo foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe.




"MEU LAR É SUA ÚLTIMA MORADA, WELLINGTON!"

"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos..." (parte da carta deixada pelo atirador Wellington).

"WELLINGTON, DEVO CONFESSAR QUE VOCÊ FICOU LINDO MORTINHO ASSIM! HA HA HA HA!!"

Wellington é ex-aluno, como era conhecido na escola, e entrou sob alegação de que iria fazer uma palestra. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. O maluco acabou sendo conhecido como o primeiro terrorista brasileiro.


"WELLINGTON MENEZES DE OLIVEIRA É SABOROSO! HUMMMMMM!"



AAAAAAAAAAAHHHHHH!



quarta-feira, 13 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DO PCB


O Partido Comunista Brasileiro, seus 89 anos de luta e sua (re)organização em Jataí.

Por Fernando Santos[1]

Um Partido forjado nas lutas sociais
 
Cartaz comemorativo aos 89 anos do PCB


A História do Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de março de 1922, confunde-se com própria história das lutas dos trabalhadores e do povo brasileiro contra a exploração capitalista e injustiças inerentes a esse modo de produção.

O PCB surgiu em meio a um contexto internacional de vitória da Revolução Socialista de 1917 na Rússia e da organização internacional da classe trabalhadora. Essa efervescência sinalizava, para o movimento operário e sindical no Brasil, a possibilidade real de vitória das forças proletárias no combate ao capitalismo.

Os anos iniciais de formação foram marcados por imensas dificuldades, principalmente em função da violenta repressão policial desencadeada sobre os comunistas e sobre o nascente movimento operário pelos governos da Velha República.

Contudo, isso não impediu que o PCB começasse a exercer importante influência no interior do proletariado brasileiro, divulgando as conquistas da Revolução Bolchevique e as idéias contrárias ao capitalismo através do jornal A Classe Operária, mas também por meio de palestras, festas nas sedes dos sindicatos, revistas, livros, panfletos e artigos publicados na imprensa sindical.

Foi através de intelectuais como Astrojildo Pereira e Octávio Brandão, militantes do movimento anarquista e sob a influencia de imigrantes europeus que chegavam ao Brasil, sobretudo italianos e espanhóis, é que o acesso a poucas e incipientes teses marxistas começavam a ser elaboradas, focando principalmente a realidade brasileira, propondo a aliança dos trabalhadores da cidade e do campo contra o imperialismo e o poder do latifúndio no Brasil.

No final da década de 1920, o PCB participou de eleições municipais e nacionais sob a legenda do Bloco Operário e Camponês (BOC), elegendo representantes na Câmara do Rio de Janeiro e lançando um candidato negro - o operário Minervino de Oliveira - à Presidência da República.

A queda da República Velha e a ascensão de Getúlio Vargas nos anos 1930 não representaram refresco para os comunistas: foram anos de enfrentamento à onda fascista que varria o mundo.

Embora com grande inserção no movimento operário, foi com o ingresso de Luiz Carlos Prestes - egresso do movimento tenentista – que o PCB articulou uma grande frente nacional e antifascista, propondo à sociedade um projeto de desenvolvimento democrático, antiimperialista e antilatifundiário, através da Aliança Nacional Libertadora (ANL).

A intensa opressão e perseguição varguista ao movimento operário, levou os comunistas a promoverem a insurreição de novembro de 1935, com a tomada de quartéis no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Coma a derrota da insurreição, abateu-se sobre o país uma ação repressiva sem precedentes, a que se seguiu a ditadura do Estado Novo, que obrigou os militantes comunistas a vários anos de luta clandestina.

Mesmo obrigado a atuar na ilegalidade, o PCB se reestrutura nacionalmente e com o fim do regime ditatorial de Getúlio Vargas, o Partido conquistava novos espaços, tornando-se assim o primeiro partido nacional de massas. Reflexo de sua influencia no movimento operário é o desempenho eleitoral em sua primeira eleição na legalidade, elegendo uma aguerrida bancada parlamentar - elegeu 14 deputados e um senador, Luiz Carlos Prestes - e assumindo a vanguarda das lutas democráticas e pela aprovação de reformas sociais na Assembleia Nacional Constituinte.

Foi nesse mesmo período, sob os ventos da democracia e um curto período de legalidade que o PCB atuou em Goiás, tendo através do Jornal “O Estado de Goiaz”, a possibilidade de publicação de muitos de seus documentos e artigos, o que ajudou na difusão das idéias política do Partido e de seus militantes na região do sudoeste goiano, principalmente nas cidades de Jataí e Rio Verde. Dentre as publicações, estava o registro do discurso da jataiense Maria Eloá de Souza, intitulado “ Por que me tornei Comunista”, onde a jovem estudante e militante expõe os motivos do seu ingresso no PCB, em Festa do Partido na cidade de Rio Verde.

O contexto da Guerra Fria e a subserviência do governo de Eurico Gaspar Dutra ao imperialismo estadunidense impuseram novo período de ilegalidade ao PCB a partir de 1947.

Mas a retomada das lutas operárias nos anos 1950, durante os governos de Vargas e JK, trouxe de volta o PCB à condição de principal organização representativa dos interesses dos trabalhadores, dos intelectuais, artistas, jovens e mulheres. Os comunistas tiveram decisiva participação na campanha O Petróleo é Nosso!, pela criação da Petrobras e estatização da produção e distribuição do petróleo. No início da década de 1960, exerceram intensa atividade política e cultural, produzindo inúmeras publicações e participando dos movimentos em defesa das reformas de base, das lutas contra o imperialismo e o latifúndio.

Diante da efervescente ascensão do movimento operário e popular, organizado em torno dos sindicatos de trabalhadores e do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), das Ligas Camponesas, da União Nacional dos Estudantes (UNE), dos Centros Populares de Cultura (CPC) e dos partidos de esquerda que lutavam por reformas de base no Brasil, a burguesia brasileira, associada ao capital internacional e apoiada nas forças armadas, promoveu em 1964 o golpe contrarrevolucionário, destituindo o nacionalista João Goulart do poder, para garantir a reprodução plena do capital monopolista no país.

Durante a ditadura civil-militar que através da força coibiu qualquer manifestação os trabalhadores e movimentos sociais, os militares impuseram um violento arrocho salarial e aprofundando a dependência do país diante do imperialismo, o que resultou num processo de modernização conservadora do sistema produtivo no Brasil.

Mesmo sob forte opressão regime, o PCB definiu uma linha de ação centrada na retomada das lutas políticas de massas. Mesmo recusando o caminho seguido por outras organizações de esquerda, que optaram pelas ações armadas, o PCB teve, entre 1973 e 1975, um terço de seu Comitê Central assassinado pela repressão e milhares de militantes submetidos à tortura, alguns até a morte, dentre os quais o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho. Essa condição colocou como única opção o apoio ao MDB, partido de oposição no famigerado sistema bipartidário criado pelos militares.

Com o processo de distensão política, negociado pelos próprios militares, o surgimento do novo sindicalismo e as greves do ABC paulista, a campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita e, mais adiante, o movimento pelas Diretas Já, o PCB diluído na Frente Democrática e em apoio ao MDB, passou a confundir a participação política como única forma de combate à ditadura, tendo como estratégia de luta a conquista de espaços institucionais, através das eleições burguesas, o que custou a perda de sua histórica hegemonia sobre as esquerdas, que já estava fragilizada desde a cisão interna e a criação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi potencializada a partir do final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980 com a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

 
Depois dos durou golpes, a reconstrução revolucionária

No início da década de 1990, na esteira da crise internacional do socialismo, marcada pelo fim da União Soviética e dos regimes do Leste Europeu, parte da direção nacional do Partido abdicou da luta contra o capitalismo e tentou destruir o PCB definitivamente, com a criação do famigerado Partido Popular Socialista (PPS), patrocinado pelo então deputado federal Roberto Freire.

No entanto, é impossível acabar com a importância histórica do Partidão! Em 1992, iniciava-se nossa trajetória em defesa da reorganização revolucionária do PCB. O XIV Congresso Nacional, realizado em outubro de 2009, consolidou este processo, no qual afirmamos nosso compromisso histórico com a revolução socialista, rejeitando categoricamente qualquer possibilidade de alianças com a burguesia. Por isso fizemos oposição ao governo Lula, e hoje ao governo Dilma, por entender que ambos cumprem o papel de aprofundar o capitalismo em nosso país.

A atual crise econômica mundial, que teve início nos Estados Unidos em 2008, provocou forte redução da produção industrial mundial e aumentou o

desemprego em vários setores da economia global. Mesmo nesse contexto, frações destacadas da burguesia brasileira, tendo à frente o setor financeiro, o empresariado exportador e o agronegócio, ampliaram seus lucros, pois com o apoio do governo petista patrocinaram a precarização dos processos produtivos e o aumento da taxa de exploração da força de trabalho, rebaixamento de salários, pela redução de direitos e garantias dos trabalhadores, que é velada e atenuada pelo aumento do consumo das classes subalternas, mas perceptível através do endividamento crescente da população.

E nesse sentido que o PCB mantém firme a determinação de organizar a classe trabalhadora, nas suas lutas específicas e gerais contra o capital e o patronato, em torno da Unidade Classista e da Intersindical, reorganizando a União da Juventude Comunista e reestruturando nossa atuação junto aos movimentos de mulheres e dos negros, através dos Coletivos Ana Montenegro e Minervino de Oliveira. Prestamos nossa solidariedade militante aos movimentos sociais, com destaque para o MST, que hoje sofrem intenso processo de criminalização de seus atos, por conta da combativa atitude no enfrentamento aos ditames do capital no campo e nas cidades. Defendemos a plena reestatização da Petrobras, mantendo viva a campanha "O Petróleo tem que ser nosso!".

Denunciamos ainda a presença de tropas brasileiras no Haiti, cumprindo o triste papel de força auxiliar e subalternas ao imperialismo, assim como a presença da IV Frota dos EUA na América do Sul e as inúmeras tentativas de desestabilizar as conquistas dos governos e movimentos populares na América Latina.

Saudamos a Revolução Cubana, que segue firme enfrentando o criminoso bloqueio econômico imperialista e avança na construção do socialismo.

Para fazer avançar a luta contra o capitalismo e no caminho da construção do projeto socialista em nosso país, defendemos a criação de uma Frente Nacional Permanente de caráter Anticapitalista e Antiimperialista, que não se confunda com uma articulação meramente eleitoral. E entendemos ser igualmente necessária a formação do Bloco Revolucionário do Proletariado, capaz de reunir as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros dispostas a lutar de forma radical contra o sistema capitalista e em favor da alternativa socialista.


A proposta de (re)organização em Jataí

Para compreender as relações sociais na região sudoeste do Estado de Goiás e especialmente na cidade de Jataí, devemos compreender as mudanças em toda a estrutura produtiva que gradativamente vem ocorrendo desde o final da década de 1970, quando das tentativas de implementação do II Plano Nacional de Desenvolvimento, empreendido pelo governo do general Geisel em meio a uma ditadura civil-militar. O II PND tinha como expectativa não apenas a integração nacional das regiões norte e centro-oeste aos demais centros produtivos, mas sobretudo, iniciar o processo de modernização conservadora do sistema produtivo brasileiro, incluindo o setor da produção agrícola, com o objetivo de integrar a economia brasileira as novas exigências do capital.

Esse movimento potencializou as já imensas dificuldades de sobrevivência da pequena propriedade rural e promoveu a substituição da produção de subsistência pelas monoculturas de grande escala – sobretudo grãos – que alteraram também o padrão de ocupação da terra, o assalariamento da mão-de-obra no campo, a ampliação das desigualdades sociais e concentração de riquezas, limitando as possibilidades de organização dos trabalhadores.

As alterações das relações de trabalho no campo constituem hoje num dos principais fatores do aumento da concentração fundiária, da alienação do trabalhador dos resultados de seu trabalho no campo, dificultando a organização desse trabalhador, seja nos movimento de luta pela terra ou mesmo nos sindicatos.

Embora a dificuldade de organização da classe trabalhadora não se restrinja a apenas aos trabalhadores ligados a produção agrária e ao agronegócio, mas sobretudo, essa condição reflete a debilidade e capacidade de organização do conjunto da classe trabalhadora no campo e na cidade.

Assim, seja entre os trabalhadores rurais ou trabalhadores urbanos, servidores públicos ou do setor privado, o que nos chama a atenção atualmente é a voracidade e a velocidade em que esse processo de exploração capitalista se amplia e precariza as relações e condições de trabalho.

Nesse contexto que o PCB no Estado de Goiás, respeitando as resoluções do seu XIV Congresso Nacional e na Política Nacional de Organização, amplia qualitativamente sua militância em setores estratégicos como no movimento estudantil, nos sindicatos de trabalhadores e nos movimentos sociais, para a atuação nas pequenas e grandes lutas de combate contra o capitalismo.

Em Jataí, esse processo de reconstrução concentra seus esforços no Movimento Estudantil, através da União da Juventude Comunista (UJC) atuando na direção do DCE da UFG e na construção dos Centros Acadêmicos (C.As) no Campus Jataí, tendo como representantes os alunos Lucas Schumacher (Pedagogia) e Rodrigo Lopes (Med. Veterinária). Conta também com uma importante base militante entre os trabalhadores em educação, atuando em oposição a atual direção do Sintego que tem gradativamente se mostrado pouco combativo na defesa de uma educação de qualidade, vide os últimos ataques promovidos pelo atual Secretário de Estado da Educação Thiago Peixoto e pelo governo Marconi.

E é a partir dessa trajetória, de um Partido perseguido em muitos momentos de sua história, forjado na luta revolucionária, clandestina, anticapitalista, antiimperialista, classista e internacionalista, que com muita honra e orgulho parabenizamos o PCB pelos seus 89 anos de luta e saudamos a todos os nossos camaradas envolvidos na tarefa de reconstrução revolucionária, seja na cidade de Jataí, no estado de Goiás e em todo o Brasil.

Esse PCB fundado em 25 de março de 1922, sob os reflexos da revolução Russa de 1917, de tantas lutas, de vitórias, equívocos, conquistas, erros e acertos, hoje, mais do que nunca, corresponde a assertiva do poeta Ferreira Gullar de que "(...) o PCB não se tornou o maior Partido do Ocidente, nem mesmo do Brasil. Mas quem contar a história de nosso povo e seus heróis, terá que falar dele. Ou estará mentindo."

Viva o Partido Comunista Brasileiro!!!

Jataí, 25 de março de 2011

______________________________
[1] Professor, militante e membro do Comitê Regional/GO - Coletivo de Formação de Política.


sábado, 9 de abril de 2011

UM CRIME PREMEDITADO E PREVISTO BEM ANTES

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, em foto de documento

     Tem uma reportagem que diz que o subprefeito Edmar Teixeira na primeira entrevista após o ocorrido, informado pela direção da escola, respondeu a repórteres que o atirador cometeu o crime por ser portador de HIV. Depois a imprensa (site do jornal O DIA e R7) até desmentiu essa informação acreditando ter havido confusão com a divulgação da carta de despedida do atirador. Se isso for verdade e se de fato alguém da direção da escola informou ao subprefeito que Wellington Menezes de Oliveira era portador de HIV, então parece que o vidente Jucelino Nóbrega da Luz (que já foi tema de reportagem aqui no Blog durante a Copa do Mundo 2010 por ter previsto todos os campões desde os anos 70 quando tinha apenas 9 anos de idade) pode mesmo estar falando a verdade. Sendo assim, ele deve ter, de fato, previsto o crime e enviado uma carta de alerta a direção escola dois anos antes do ocorrido. No caso de não ter comunicado às autoridades e a polícia antes é porque não é possível prender uma pessoa por um crime que ela só vai cometer no futuro - ele que mora em Águas de Lindóia, São Paulo, se caso viajasse ao Rio de Janeiro e fosse a uma delegacia do bairro de Realendo dizendo ser um famoso vidente e pedindo para que os policiais prendessem um certo rapaz chamado Wellington porque teve um sonho e um aviso espiritual que ele iria cometer uma chacina no colégio Tasso da Silveira será que a polícia iria levar a sério? Talvez sim, talvez não ou talvez até o vidente impedisse mesmo o crime e saísse como grande herói ganhando notoriedade, fama e préstígio no Brasil e no mundo todo. Mas pode ser também que por causa de tantas cartas e de tantos sonhos que o vidente têm sobre tantos acontecimentos, ele talvez não tenha tempo de ficar monitorando tudo. Também, é claro, ele sabe que nem todos os acontecimentos previstos se realizam. Veja o texto do site:

Carta de atirador não diz que ele seria portador do vírus HIV
Texto também não faz referência direta à religião islâmica
André Paino, do R7
07/04/2011 às 17h38

A carta deixada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira não menciona que ele seria portador do vírus HIV. A informação foi dada pelo subprefeito Edimar Teixeira durante entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (7). Após a divulgação da carta pela Polícia Civil, no entanto, a informação não se confirmou.

Segundo o assessor de Edimar Teixeira, Ronado Cunha, a informação teria sido um mal entendido, uma vez que, ao falar sobre a existência da carta, o subprefeito foi interrompido por uma jornalista que perguntava o motivo que teria levado Wellington a praticar o crime.

A resposta à jornalista de que o atirador teria cometido o crime por ser portador de HIV não estava vinculada à declaração sobre a existência da carta. Teixeira teria ouvido a informação de um integrante da direção da escola.



Carta de alerta que o ambientalista e vidente Jucelino Nóbrega da Luz afirma ter enviado a direção da escola municipal Tasso da Silveira ainda em 2009 avisando sobre o atirador Wellington.



terça-feira, 22 de março de 2011

EXTENDENDO AS PALESTRAS DO ECA


Dr. Célio Borges faz uso da palavra em palestra no Instituto São José


Alunos do Instituto São José assistem a palestra da OAB Jovem


Membros da OAB Jovem no Instituto São José



     Retomada das atividades do programa OAB Vai à Escola, em 2011, foi junto ao Instituto São José em Jataí (vide fotos acima). Posteriomente, comissão da Advocacia Jovem estará na quinta-feira, dia 24 de março, na vizinha cidade de Aparecida do Rio Doce. Serão visitadas duas escolas públicas, sendo uma estadual e uma municipal. Temas discorridos serão sobre combate as drogas. O programa OAB Vai à Escola é coordenado na subseção da OAB de Jataí pela comissão da Advocacia Jovem. Os palestrantes serão os advogados Dr. Célio Borges Martins, Dr. Silmar Lima Carvalho, Dr. Ricardo de Assis Moraes, Dr. Reinaldo Fernandes de Moraes, Dra. Welcia da Silva Teixeira e Dra. Zeneide Martins Fernandes.
    A comissão da OAB Jovem é composta por advogados e acadêmicos de Direito com a seguinte composição: Dr. Silmar Lima Carvalho (presidente), Dra. Welcia da Silva Teixeira (vice-presidenta), Dra. Cássia Carvalho Costa (secretária geral), Dra. Aline Silva Dias Darada (secretária geral adjunta), Dr. Plautus César Cícero de Queiroz (2º secretário geral adjunto), Ricardo de Assis Moraes (3º secretário geral adjunto - estagiário do curso de Direito do Cesut) e Dra. Jaqueline Silva Dias (diretora tesoureira), além de membros de subcomissões, como os advogados Dr. Reinaldo Fernandes de Moraes, Dr. Rafael Moncorvo, Dr. Célio Borges Martins, Dra. Zeneide Martins Fernandes e Dra. Lorena Barbosa Ferreira Ragagnin. Também participam estagiários do curso de Direito do Cesut: Anyelle Sousa Prado, Wilker Salazar de Assupção, Carolina Costa Nacruth Gabriel, Cinara Franco Carvalho e o acadêmico de direito da Universidade Federal de Goiás-CAJ-UFG, Alexandre Assis Moraes.



OAB Jovem de Jataí estende para outros municípios o projeto OAB Vai à Escola

Dr. Plautus dá palestra em uma escola pública ainda em 2010

Dra. Jaqueline Silva em palestra da OAB Jovem em 2010


      OAB Jovem de Jataí iniciará suas atividades do ano de 2011 com a extensão do projeto OAB Vai À Escola. Projeto atendeu dezoito escolas em 2010 e contemplou mais de 5 mil alunos. Programação inclui palestras sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA e este ano está reformulado. Organizadores incluíram novos temas: combate ao uso de drogas e violência. Iniciativa faz OAB Jovem ir as escolas com seus advogados ministrar palestras para crianças e adolescentes. Além de Jataí, projeto está sendo estendido para cidades vizinhas que fazem parte da subseção. A primeira será Aparecida do Rio Doce, dia 24 de março, período matutino, com início às 8 h. Escola municipal Vereador João Justino e colégio estadual São João serão os primeiros a receberem o programa. Comissão da advocacia jovem convida imprensa e sociedade para prestigiar.



terça-feira, 15 de março de 2011

FANZINE COLOCA INFORMAÇÃO À MÃO


Marquinho Carvalho (a direita) e o jornalista Jesus Manoel (revista Metas): coquetel de apresentação do novo fanzine 

     Ele tem quatro páginas, é todo em cores, tem o formato ‘a quatro’, circulará mensalmente e foi confeccionado em cinco mil unidades. Trata-se do Fanzine Cultura Jataí, veículo de comunicação agora lançado pela Secretaria Municipal da Cultura. Órgão no estilo informativo, o fanzine pretende elevar o alcance das informações e divulgar a programação e as atividades artísticas e culturais da cidade. Com ele acabou-se a desculpa em dizer que não se sabia quando e onde um determinado evento iria acontecer. É possível, por exemplo, saber quando haverá uma exposições de arte, um lançamento de livro, um curso de desenho, além dos horários de funcionamentos dos museus, realização de concursos, dentre vários outros. Seu lançamento foi durante um coquetel para a imprensa no saguão do piso superior do Centro Cultural Basileu Toledo França, na noite da segunda-feira, 14 de março de 2011. O secretário Marquinho Carvalho demonstrou sua ambição em colocar o circuito artístico apoiado pela municipalidade, literalmente, nas mãos dos cidadãos.
     O Fanzine Cultura Jataí, em sua edição nº 1, traz na primeira página uma reprodução de um quadro do artista plástico Altino. Esse tipo de homenagem pretende ocorrer também com vários outros artistas - para a edição nº 2 a primeira página trará a reprodução de um trabalho do talentoso e saudoso fotógrafo jataiense Samuel Costa. Na segunda página o leitor encontra a palavra do secretário Marquinho Carvalho além de um comunicado e os horários de funcionamento dos espaços culturais da cidade. São informações muito úteis ao público. Na terceira página vê-se uma extensa agenda de cursos e concursos ofertados pelos mesmos espaços culturais. Isso acaba sendo uma boa pedida para quem quer ingressar na carreira artística desenvolvendo seus dons. Já na quarta e última página o leitor depara-se com vagas em turmas de ensino e acompanha uma útil e prática agenda cultural. Assim só não freqüenta as casas de cultura quem não quiser. Referente à distribuição do periódico, a idéia do secretário é fazê-lo servir de uma opção a mais e atingir aquele público que não consegue obter essas informações através do noticiário da imprensa. “O fanzine é para atingir, justamente, a população que tem menos acesso aos meios de comunicação por estar trabalhando nos horários em passam os jornais ou que tenha pouco acesso a internet. A idéia é, justamente, estender a comunicação entre esse público e o artista”, disse Marquinho Carvalho. Para o mês de abril a cidade deverá estar com uma extensa atividade cultural e o informativo deverá ser uma peça bastante útil na divulgação dessas movimentações.



VEJA MAIS REGISTROS DO LANÇAMENTO:

Convidados do secretário: Jesus Manoel (revista Metas), Marquinho Carvalho (secretário de Cultura), Fabélia Oliveira (TV Jatai) e, embaixo, Gideone Rosa (site Jataí News). 


Boa recepção: muitos comes e bebes oferecidos pela secretaria de Cultura a repórteres e jornalistas na noite do fanzine.


Entre vários veículos: Izaac Zanacci (revista Oobah!), Marquinho Carvalho (secretário da Cultura), Cristiane (rádio Transamérica FM) e Fabélia Oliveira (TV Jataí).


O Fanzine Cultura Jataí teve a o projeto visual desenvolvido pelo funcionário da secretaria de Cultura e artista gráfico Leonardo Padilha.


O secretário da Cultura de Jataí, Marquinho Carvalho teve a idéia de lançar o fanzine para atingir o público que não consegue ver a agenda cultural pela imprensa.


O Fanzine Cultura Jataí pretende valorizar os artistas locais e apresentar ao público as atividades culturais de museus, escolas de arte, além da biblioteca municipal e da casa do artesão de Jataí, dentre outros.



VEJA SEPARADAMENTE:

EDIÇÃO 1, PÁGINA 1





 EDIÇÃO 1, PÁGINA 2






 EDIÇÃO 1, PÁGINA 3






 EDIÇÃO 1, PÁGINA 4







quinta-feira, 3 de março de 2011

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE ARTE

PÚBLICO FICA PERPLEXO COM VISÕES DE ANDRÉ E WEIMER

André Rodrigues e Weimer Carvalho mixaram suas visões do mundo das imagens para compor quadros surpreendentes

     A fotografia jornalística, com suas características de registro e instantaneidade, constitui-se em veículo de informação ao consciente humano. As pinturas de artes plásticas, com suas características de traços livres e figurativos, constituem-se em representações de idéias e sentimentos pessoais criados a partir de incursões ao próprio interior, ao subconsciente e a alma. A junção da fotografia e da pintura em um mesmo quadro pode resultar na explosão de um universo paralelo à realidade material em que vivemos. Assim, a nova exposição que o repórter fotográfico e competidor Weimer Carvalho e o jornalista e artista plástico, André Rodrigues expõem no Museu de Arte Contemporânea-MAC de Jataí pode ser definida como uma exibição de simbiose multifacetada nascida da cabeça de duas pessoas criativas e ávidas por mostrar algo diferente ao público. Realizada em mão dupla e intitulada Duas Visões, as obras mostram um estilo diferente de arte e instigam o visitante que fica estarrecido em sem reação diante das telas. Os quadros são de visuais rebuscados, coloridos e misteriosos. É um bom insulto ao trabalho profissional já que a dupla pegou a informação da fotografia jornalística e a destruiu com pintura, desenho e colagem. A exposição ficará no museu de Jataí de 2 de março e 1º de abril de 2011.



A abertura da exposição foi prestigiada pelo público jataiense que ficou sem reação diante de fúria criativa dos artistas.


Weimer Carvalho, natural de Jataí, recebeu a visita de antigos amigos a sua exposição


Acima da pequena Sara está a foto de Weimer Carvalho que concorreu no prêmio Ayrton Senna de Jornalismo representando um alerta contra a censura. A mesma foi destruída pelo pincel voraz de André Rodrigues.


O conhecido Meco se surpreedeu com a exposição e disse que a técnica usada nos quadros ele nem quer entender.


A exposição mostra fotos de personagens como o lendário escritor Guimarães Rosa e de uma mulher africana irreconhecíveis depois de receberem o tratamento visionário de André Rodrigues.


A forma como eles trabalham a imagem é algo singular e pessoal de ambos. A arte contemporânea permite esse tipo de intervenção.


Os artistas fizeram aquilo que deram vontade. O resultado foi um trabalho diferente, interessante e instigante.


Weimer, repórter fotográfico do jornal O Popular e André Rodrigues, jornalista em Goiânia.


A professora de artes, Luciana, disse que eles são corajosos e que os trabalhos são uma linguagem de arte contemporânea e diferente.


Acima, foto da avó de Weimer Carvalho também desfigurada pelos pigmentos da tinta de André Rodrigues.