sexta-feira, 22 de abril de 2011

OVOS DE CHOCOLATE

Páscoa 2011: preços e marcas em Jataí

Ovo de Páscoa Alpino
Nº 20
(375 g)
Mais barato:
Supermercado Central: R$ 36,95



Ovo de Páscoa Ben 10
Nº 15
(170 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 21,59


 
Ovo de Páscoa Bis
Nº 15
(230 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 19,49

 
Ovo de Páscoa Chokito
Nº 15
(240 g)
Mais barato:
Supermercado Bretas: R$ 21,90

 
Ovo de Páscoa Clássicos Garoto
Nº 15
(215 g)
Mais barato:
Supermercado Central: R$ 21,95




Ovo de Páscoa Diamante Negro
Nº 15
(215 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 18,99


Ovo de Páscoa Galak Nestlê
Nº 15
(240 g)
Mais barato:
Supermercado Bretas: R$ 21,90


Ovo de Páscoa Grandes Sucessos Lacta
Nº 20
(345 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 28,49



Ovo de Páscoa Hello Kitty
Nº 15
(170 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 21,59



Ovo de Páscoa Hot Wheels
Nº 15
(170 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 21,59



Ovo de Páscoa Lacta ao Leite
Nº 15
(196 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 18,99



Ovo de Páscoa Laka
Nº 15
(196 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 18,99



Ovo de Páscoa Ouro Branco
Nº 20
(375 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 28,49



Ovo de Páscoa Serenata de Amor
Nº 15
(240 g)
Mais barato:
Supermercado Central: R$ 21,95



Ovo de Páscoa Shot Lacta
Nº 15
(236 g)
Mais barato:
Supermercado Bretas: R$ 18,90



Ovo de Páscoa Serenata de Amor
Nº 21
(240 g)
Mais barato:
Supermercado Central: R$ 21,95



Ovo de Páscoa Talento Avelãs
Nº 20
(375 g)
Mais barato:
Supermercado Central: R$ 32,95



Ovo de Páscoa Toffee BomBom Erlan
Nº 15
(200 g)
Mais barato:
Supermercado Tosta: R$ 7,99



quinta-feira, 21 de abril de 2011

RITA VELOSA LANÇA MAIS UMA EDIÇÃO


2º CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL PRÊMIO BURITI CRONICONTOS 2011
EM HOMENAGEM AO ESCRITOR DR. JOBAL DO AMARAL VELOSA


Objetivo:
Estimular a criação literária em língua portuguesa e ajudar novos autores a publicar suas obras.

Abrangência:
Nacional.

Categoria:
Adulto (maiores de 18 anos).

Modalidades:
Conto - Crônica - Poesia.

Inscrições:
De 1º de maio a 1º de agosto de 2011.

Observação importante:
-Permitido enviar apenas uma obra inédita por modalidade as quais deverão ter no máximo 30 linhas para poesia e 60 linhas para prosa.

Taxa de inscrição:
10,00 reais por obra (para despesas de Correios). Também enviar cópia do recibo ou cheque nominal junto com o material da inscrição.

Pagamento da inscrição:
Em conta para depósito= Banco do Brasil – agência 4562-4, conta poupança - variação1 - número 9345-9. Támbém com cheque nominal a Rita Bernadete Sampaio Velosa.

Envio do material para inscrição:
Pelo Correios= AO 2° CONCURSO LITERÁRIO NACIONAL PRÊMIO BURITI CRONICONTOS 2011 – Caixa Postal 14 - Centro -
CEP 14820-000 – Américo Brasiliense/SP.

Conteúdo:
-Uma via impressa em papel A4, apenas com título, modalidade e pseudônimo de cada texto digitado em times new Roman 12;
-CD contendo a ficha de inscrição e as obras salvas em word.doc, mais cópia do recibo de pagamento ou cheque nominal a Rita Bernadete Sampaio Velosa.

Pela internet:
Enviar para o e-mail: ritavelosa@bol.com.br
OBS.: Anexar ficha de inscrição, obras apenas com título , modalidade e pseudônimo, mais o recibo de pagamento da inscrição.

Premiação:
-Troféu Buriti e publicação gratuita para o primeiro lugar de cada modalidade.
-Medalhas para os segundos e terceiros lugares de modalidade.
-Diplomas para 7 (sete) menções honrosas de cada modalidade.
OBS.: Haverá, posteriormente, antologia publicada por adesão. Custo: 100,00 reais por página com direito a três exemplares. Para exemplares extras o custo será de 30,00 reais (cada). Os exemplares restantes serão enviados para bibliotecas de escolas de ensino básico e universidades.

Resultado final:
O resultado sairá em 30 de outubro de 2011 e será divulgado pela internet no blog oficial do concurso e em blogs e sites diversos. Também serão enviados e-mails para os participantes premiados.


FICHA DE INSCRIÇÃO (para destacar):


NOME DO AUTOR:________________________________________________

IDADE:___________________________________________________________

ENDEREÇO:

RUA_____________________________________________________N°______

BAIRRO:__________________________________________________________

CIDADE:__________________________________________________________

CEP:_____________________________________________________________

ESTADO:_________________________________________________________

TELEFONE (S):____________________________________________________

E-MAIL PARA CONTATO:__________________________________________

MODALIDADE:

( )POESIA_________TÍTULO:_________________________________________

( ) CONTO_________TÍTULO:________________________________________

( ) CRÔNICA_______TÍTULO:________________________________________

PSEUDÔNIMO:____________________________________________________

CITAR COMO TOMOU CONHECIMENTO DO CONCURSO:

( ) CORREIO

( ) E-MAIL

( ) JORNAL DCL-SANTOS

( ) BLOG

( ) SITE_________________________(CITAR O SITE)

( )OUTRO__________________________(CITAR)
 
FICHA DE INSCRIÇÃO – TAMBÉM NO BLOG OFICIAL DO CONCURSO: http://concursoburiticronicontos.blogspot.com/  



Organizadora: Rita Bernadete Sampaio Velosa – jornalista, escritora e ativista cultural. Delegada da UBT, consulesa de Poetas Del Mundo, delegada do Clube de Escritores de Piracicaba/SP e correspondente das Academias de Letras de Cachoeiro do Itapemirim/ES, de Itajubá e Varginha/MG. Sócia do Movimento VIRARTE/RS e delegada cultural da ALPAS XXI/RS. Telefone para contato: (16) 9791-0024


PERFIL COMPLEMENTAR:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2363

RITA BERNADETE SAMPAIO VELOSA
CONSULESA DE POETAS DEL MUNDO
AMÉRICO BRASILIENSE/SP


 

sábado, 16 de abril de 2011

PEC DOS VEREADORES

Conselho Comunitário discute aumento de vereadores


O presidente da ACIJ, Lázaro Elandi fala a importância da comunidade marchar unida contra a PEC

     Aumento de despesas e falta de necessidade foram os principais pontos destacados na reunião na sede da Associação Comercial e Industrial de Jataí-ACIJ, nesta sexta-feira, 15 de abril, desde às 18h30min. Por unanimidade foi votado também pela permanência do atual número de vereadores em Jataí. A discussão da Proposta de Emenda à Constituição-PEC dos Vereadores que autoriza às câmaras do país a aumentarem, proporcionalmente, suas cadeias legislativas para as próximas eleições 2012 foi feita tendo apenas críticas a sua aprovação - Jataí, por exemplo, iria dos atuais dez vereadores para 17 e com isso calcula-se que vai onerar o bolso do contribuinte. Contando com vários comerciantes, empresários e líderes classistas, a reunião abriu para o uso da palavra e mostrou que a sociedade organizada está contra essa proposta de lei federal. Além do aumento das despesas do município, também haverá o aumento nos gastos de cada edil (em Jataí cada vereador custa cerca de 60 mil por mês aos cofres públicos), insatisfação em passar do atual número de 10 edis, necessidade de aumento de arrecadação da prefeitura e aproveitamento do duodécimo (sobras da Câmara) para ações sociais. O ponto central é que o aumento dos vereadores em Jataí é desnecessário.
     Estiveram presentes, além da diretoria da ACIJ, representantes do Conselho Comunitário: CDL, Sindicato Rural, OAB, Lyons Club, Associação Jataiense de Letras-AJL, Rotary Club, Maçonaria, Associação dos Contabilistas, Igreja Católica, dentre outros. A reunião foi encerrada com a proposta de se enviar um ofício dessa mesma reunião para a Câmara Municipal que terá sessão especial dia 19 de abril de 2011, às 19h, para, em Audiência Pública, começar a decidir sobre a regulamentação em sua Lei Orgânica e tratar do aumento dos vereadores.

VEJA COMO FICA O AUMENTO NO NÚMERO DE VEREADORES


PEC DOS VEREADORES

Com a Aprovação da PEC 333/2004 (PEC dos Vereadores) ficará assim:

Cidades com:

até 15 mil habitantes elegerão 09 vereadores
de 15 a 30 mil habitantes - 11 vereadores
de 30 a 50 mil - 13 vereadores
de 50 a 80 mil - 15 vereadores
de 80 a 120 mil habitantes 17 vereadores
de 120 a 160 mil - 19 vereadores
de 160 a 300 mil - 21 vereadores
de 300 a 450 mil - 23 vereadores
de 450 a 600 - 25 vereadores
de 600 a 750 mil - 27 vereadores
de 750 a 900 mil - 29 vereadores
de 900 a 1,05 milhão - 31 vereadores
de 1,05 milhão a 1,2 milhão - 33 vereadores
de 1,2 milhão a 1,3 milhão - 35 vereadores
de 1,3 milhão a 1,5 milhão - 37 vereadores
de 1,5 milhão a 1,8 milhão - 39 vereadores
de 1,8 milhão a 2,4 milhões - 41 vereadores
de 2,4 milhão a 3 milhões - 43 vereadores
de 3 a 4 milhões de habitantes - 45 vereadores
de 4 a 5 milhões - 47 vereadores
de 5 a 6 milhões - 49 vereadores
de 6 a 7 milhões - 51 vereadores
de 7 a 8 milhões - 53 vereadores
acima de 8 milhões de habitantes - 55 vereadores.
_________________________________________________________________________________

Caso a Lei Orgânica do legislativo de Jataí seja alterada, em 2013 a casa poderá ter até 17 representantes. Hoje são dez.

     Com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 333, a chamada PEC dos Vereadores, 2010, as câmaras podem voltar a contar com mais representantes. Em Jataí, o legislativo deverá rever esta questão já no começo do próximo ano. Se a alteração da Lei Orgânica for aprovada, poderão haver até 17 parlamentares. Hoje são dez.
     O cálculo é feito com base nos dados de população do Censo 2010 e na proporcionalidade de vereadores pela quantidade de habitantes, conforme estabelece a PEC. Contudo, para valer nas eleições de 2012, as alterações nas leis municipais precisam ser feitas até outubro de 2011.
     O aumento da representatividade nas câmaras é discutido desde 2004. Antes disso o Ministério Público havia reduzido o número de parlamentares sob a justificativa de que haveria maior economia. Contudo, na prática, isso não ocorreu.
     Todavia, a PEC garante que a eleição de mais vereadores não representa maior repasse de verbas às câmaras por parte das prefeituras, o chamado duodécimo (em Jataí, algo em torno de R$ 600 mil por mês). Para ser aprovado, o projeto deve passar, obrigatoriamente, por duas votações e receber o sim de dois terços dos vereadores (sete dos dez parlamentares).

Para lembrar
• A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 333, que aumenta o número de vereadores, foi apresentada em 2004 pelo deputado federal Pompeu de Mattos (PDT-RS) para recompor vagas extintas pelo Ministério Público.
• A PEC original aumentava o repasse das prefeituras para as câmaras e estabelecia uma tabela que determinava a quantidade de vereadores conforme a população de cada município.
• O texto foi reformulado, com a retirada do aumento do repasse e manutenção, apenas, da tabela com o número de vereadores por população.
• A PEC foi assinada no ano passado, mas o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu que vale apenas na eleição de 2012.

__________________________________________________________________________________


TEXTO ORIGINAL DA PEC 333/2004

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N.º 333, DE 2004

(Do Deputado Pompeo de Mattos)

“Modifica a redação do art. 29A e acrescenta art. 29B à Constituição Federal para dispor sobre o limite de
despesas e a composição das Câmaras de Vereadores e dá outras providência.”

AS MESAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte

Emenda ao texto constitucional:

Art. 1º O art. 29A da Constituição Federal passa a vigorar com a

seguinte redação:

“Art. 29A

........................................................................................................................................

I – 7,5% (sete inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com

população de até 100.000 (cem mil) habitantes;

II – 6,5% (seis inteiros e cinco décimos por cento) para municípios com

população de mais de 100.000 (cem mil) e de até 250.000 (duzentos e cinqüenta mil)

habitantes;

III – 5,5% (cinco inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios

com população de mais de 250.000 (duzentos e cinqüenta mil) e de até 500.000

(quinhentos mil) habitantes;

IV – 5% (cinco por cento) para Municípios com população de mais de

500.000 (quinhentos mil) e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;

V – 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios

com população de mais de1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) e de até 3.000.000

(três milhões)de habitantes;

VI – 4% (quatro por cento) para Municípios com população acima de

3.000.000 (três milhões) de habitantes;

...............................................................................................................................................

Art. 2º A Constituição Federal passa a vigorar acrescida do seguinte

art. 29B;

“Art. 29B. Para a composição das Câmaras Municipais em todo o

Brasil, serão observados os seguintes limites:

I – 7 (sete) Vereadores, nos Municípios de até 5.000 (cinco mil)

habitantes;

II – 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000 (cinco mil) e

de até 15.000 (quinze mil) habitantes;

III – 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze

mil) e de até 25.000 (vinte e cinco mil) habitantes;

IV – 13 (treze) Vereadores, nos Municípios de mais de 25.000 (vinte e

cinco mil) e de até 45.000 (quarenta e cinco mil) habitantes;

V – 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 45.000

(quarenta e cinco mil) e de até 70.000 (setenta mil) habitantes;

VI – 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 70.000

(setenta mil) e de até 100.000 (cem mil) habitantes;

VII – 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 100.000

(cem mil) e de até 250.000 (duzentos e cinqüenta mil) habitantes;

VIII – 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 250.000

(duzentos e cinqüenta mil) e de até 500.000 (quinhentos mil) habitantes;

IX – 23 Vereadores, nos Municípios de mais de 500.000 (quinhentos

mil) e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes;

X – 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000

(seiscentos mil) e de até 700.000 (setecentos mil) habitantes;

XI – 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 700.000

(setecentos mil) e de até 800.000 (oitocentos mil) habitantes;

XII – 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 800.000

(oitocentos mil) e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes;

XIII – 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000

(novecentos mil) e de até 1.000.000 (um milhão) habitantes;

XIV – 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de

1.000.000 (um milhão) e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;

XV – 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de

1.200.000 (um milhão e duzentos mil) e de até 1.600.000 (um milhão e seiscentos mil)

habitantes;

XVI – 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de

1.600.000 (um milhão e seiscentos mil) e de até 2.000.000 (dois milhões) de habitantes;

XVII – 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de

2.000.000 (dois milhões) e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes;

XVIII – 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de

3.000.000 (três milhões) e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes;

XIX – 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de

4.000.000 (quatro milhões) e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes;

XX – 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de

5.000.000 (cinco milhões) e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes;

XXI – 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de

6.000.000 (seis milhões) e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes;

XXII – 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de

7.000.000 (sete milhões) e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes;

XXIII – 51 (cinqüenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de

8.000.000 (oito milhões) e de até 9.000.000 (nove milhões) de habitantes;

XXIV – 53 (cinqüenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de

9.000.000 (nove milhões) e de até 10.000.000 (dez milhões) de habitantes;

XXV – 55 (cinqüenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de

população acima de 10.000.000 (dez milhões) de habitantes.”

Art. 3º A população de cada Município, para os fins do art. 29B da

Constituição Federal, será a constante da estimativa mais atualizada do órgão oficial de

estatística.

Art. 4º Revoga-se o inciso IV do art. 29 da Constituição Federal.

Art. 5º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua

promulgação, com efeitos para a Legislatura à iniciar-se em 1º de janeiro de 2009.



JUSTIFICATIVA

A nossa Proposta de Emenda à Constituição tem por escopo alterar a redação do art. 29A, bem como inserir o art. 29B, da Constituição Federal, de forma a fixar os limites máximos de Vereadores para os Municípios, observando a proporcionalidade populacional. Ainda que o legislador constituinte originário tenha concebido os limites mínimo e máximo de acordo com a proporcionalidade à população do Município, atribuiu às leis orgânicas dos Municípios, observada a autonomia municipal, a definição do seu número de vereadores, observados os limites constitucionais. Com a autonomia Municipal, constitucionalmente prevista, os Muncípios passaram a definir os seus mínimos e máximos, gerando distorções que ferem o princípio da proporcionalidade. Assim proliferaram Ações Civis Públicas questionando o número de vereadores em Municípios em todo o território nacional. Foram tantas as Ações que o Tribunal Superior Eleitoral, num primeiro pronunciamento sobre a matéria, tendo como Relator o Ministro Maurício Correa, declarou a inconstitucionalidade de dispositivo de Lei Orgânica (Município de Mira Estrela), por considerar que a redação constitucional estabelece um critério de proporcionalidade aritmética para o cálculo do número de Vereadores, não cabendo aos Municípios alterá-lo. Concomitantemente ao entendimento na lide supra, editou a Resolução nº 21 702, em 02 de abril de 2004, fixando faixas populacionais com número exato de vereadores para cada faixa, a partir de Município com 47.619 habitantes. Tal Resolução suscitou, não obstante a necessidade entendida pelo Pretório Excelso, dúvidas quanto à constitucionalidade do ato, muito embora contivesse, no seu bojo, dispondo, in verbis:

“Art. 3º. Sobrevindo emenda constitucional que altere o art. 29, IV, da Constituição, de modo a modificar os critérios referidos no art. 1º, o Tribunal Superior Eleitoral promoverá a observância das novas regras.”

Assim, diante de todo o histórico precedente, de fato torna-se imperativo que o dispositivo constitucional despose nova redação estabelecendo de maneira irrefutável os limites para o número de vereadores municipais. A nossa proposta deve ser interpretada como sendo uma forma de reduzir as despesas com o Poder Legislativo local. Essa afirmação é ainda mais relevante se considerarmos que está alterando a redação dada pela PEC nº 574, de 2002, que alterou a redação dada ao art. 29A da Constituição Federal.
A definição do número de Vereadores, em função do número de habitantes do Município, diz respeito à representavidade da população dentro da Câmara de Vereadores, em face do referido princípio da democracia representativa. Com a nossa proposta aplica-se o princípio da isonomia, absolutamente necessária para evitar-se as desigualdades econômicas também na representação municipal em decorrência da receita auferida. São 5.554 municípios e, por certo, grandes desigualdades que, se não ajustadas constitucionalmente, agravarão os desequilíbrios regionais e de representatividade. Tampouco essa representatividade pode ser tratada ao pé da letra, uma vez que o disparate pela aplicação da proporcionalidade aumentaria desmesuradamente as Câmaras Municipais.

Assim optamos por estabelecer 25 faixas, com números exatos, cada faixa por um número ímpar de vereadores para facilitar o processo de deliberação local. Assim, atendidos os pressupostos, esperamos merecer a acolhida dos nobres Pares deste Poder para a aprovação de nossa Proposta, sem comprometer a representatividade e a determinação constitucional.


Sala das Sessões, 20 de outubro de 2004

POMPEO DE MATTOS

DEPUTADO FEDERAL

VICE-LÍDER -PDT
 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MASSACRE EM REALENGO: ENTRE O CÉU E O INFERNO

MONTAGEM ESPECIAL COM FOTOS DA INTERNET


1 - Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos, brincalhona, Ana fazia a alegria das colegas de classe durante os recreios. Em casa, dedicava boa parte do tempo ao canto e a dança. Segundo amigas, os pais não a deixavam sair à noite para festas.
2 - Bianca Rocha Tavares, 13 anos, caseira, Bianca gostava de navegar na internet e de ajudar a avó a arrumar a casa. Sua irmã gêmea, Brenda, também ficou ferida no ataque à escola e, no dia 8 de abril, permanecia internada no hospital.



3 - Laryssa Silva Martins, 13 anos, era muito caseira e gostava de internet. Segundo parentes, Laryssa era obstinada e muito estudiosa. Na Escola Municipal Tasso da Silveira, ela vivia cercada de amigas.
4 - Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos, sonhava em ser modelo e já havia se apresentado em desfiles pequenos. O irmão Alex, de 13 anos, também foi ferido. Ela era muito alegre e dedicada aos estudos.



5 - Géssica Guedes Pereira, 15 anos, a mãe a definiu como muito alegre. Ela estava no 7º ano e sonhava em seguir carreira na Marinha. A mãe soube do massacre pela TV e, ao chegar ao hospital Albert Schweitzer, reconheceu foto do corpo.
6 - Igor Moraes da Silva, 13 anos, era brincalhão e estudioso. Familiares tentaram doar seus órgãos. Não foi possível, porque os pais precisavam assinar os papéis, e a família não conseguiu localizar o pai.



 7 - Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos, sonhava em ser atleta profissional. A família soube pela TV do ataque e tentou ligar para o celular dela, até que um aluno atendeu e disse que havia encontrado o aparelho no chão.
8 - Mariana Rocha de Souza, 12 anos, o irmão dela, Eduardo, de nove anos, também estudava na escola e estava em um andar acima quando ouviu os tiros. Ela sonhava em se tornar modelo e era muito vaidosa.



9 - Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos, faria 15 anos em setembro e estava animada com os preparativos da festa. Era fã de Ivete Sangalo e queria ser modelo. Luiza, que estava no 8º ano, fazia curso de inglês.
10 - Milena dos Santos Nascimento, 14 anos, aluna do 6º ano, estudava na escola desde a 1ª série. Era estudiosa e alegre. O pai, que tem mais duas filhas na escola, disse que não deixará que elas voltem a estudar lá.



 11 - Samira Pires Ribeiro, 13 anos, entrou neste ano na escola e ficou muito amiga de Larissa Atanázio, que também morreu. As duas se tratavam como irmãs. Seus corpos foram encontrados lado a lado.
12 - Rafael Pereira da Silva, 14 anos, foi adotado duas vezes. Quando sua primeira mãe adotiva morreu, Rafael foi adotado pelo genro dela. O menino estava no 7º ano da Escola Municipal Tasso da Silveira








ENQUANTO ISSO, MAIS EMBAIXO...


 



ENTRE NO ELEVADOR DA MORTE E APERTE O "T" (TÉRREO) E SUBSOLO



"QUANTO MAIS VIDAS VOCÊ TIRAR MAIS EU VOU QUERER VOCÊ!"

Na quinta-feira, dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, protagonizou um trágico massacre contra 12 crianças de uma escola municipal em Realengo na zona oeste do Rio de Janeiro. Sem motivo aparente, armado com dois revólveres e com um cinturão de carregadores, o jovem disparou quase cem tiros contra os estudantes. Em seguida, após ser atingido por um policial militar, se matou.





"FAÇA BARBA, CABELO E BIGODE COMIGO, WELLINGTON!"

Wellington é filho adotivo de Guido Bulgana Cubas de Oliveira e Dicéia Menezes de Oliveira, os dois já estão mortos. Ele foi adotado quando ainda era bebê. A irmã de criação do assassino, Rosilane de Oliveira, de 49 anos, afirmou que ele não tinha amigos, ultimamente havia deixado a barba crescer e se interessado por temas islâmicos.




"TODO TERRORISTA E ASSASSINO ME AGRADECE POR UMA GRAÇA ALCANÇADA!"

O atirador maluco que era ex-aluno da instituição não tinha antecedentes criminais. Na carta encontrada com o atirador ele fala de questões religiosas e dá mostras de que o ataque todo foi premeditado. Wellington pede ainda para que as pessoas que fossem cuidar do enterro dele, para lhe banhar, secar envolver em um lençol branco que ele deixou, em uma bolsa dentro de uma sala da escola. O assassino pediu ainda para ser enterrado ao lado da sepultura da mãe.




"MEU LAR É SUA ÚLTIMA MORADA, WELLINGTON!"

"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos..." (parte da carta deixada pelo atirador Wellington).

"WELLINGTON, DEVO CONFESSAR QUE VOCÊ FICOU LINDO MORTINHO ASSIM! HA HA HA HA!!"

Wellington é ex-aluno, como era conhecido na escola, e entrou sob alegação de que iria fazer uma palestra. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. O maluco acabou sendo conhecido como o primeiro terrorista brasileiro.


"WELLINGTON MENEZES DE OLIVEIRA É SABOROSO! HUMMMMMM!"



AAAAAAAAAAAHHHHHH!



quarta-feira, 13 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DO PCB


O Partido Comunista Brasileiro, seus 89 anos de luta e sua (re)organização em Jataí.

Por Fernando Santos[1]

Um Partido forjado nas lutas sociais
 
Cartaz comemorativo aos 89 anos do PCB


A História do Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de março de 1922, confunde-se com própria história das lutas dos trabalhadores e do povo brasileiro contra a exploração capitalista e injustiças inerentes a esse modo de produção.

O PCB surgiu em meio a um contexto internacional de vitória da Revolução Socialista de 1917 na Rússia e da organização internacional da classe trabalhadora. Essa efervescência sinalizava, para o movimento operário e sindical no Brasil, a possibilidade real de vitória das forças proletárias no combate ao capitalismo.

Os anos iniciais de formação foram marcados por imensas dificuldades, principalmente em função da violenta repressão policial desencadeada sobre os comunistas e sobre o nascente movimento operário pelos governos da Velha República.

Contudo, isso não impediu que o PCB começasse a exercer importante influência no interior do proletariado brasileiro, divulgando as conquistas da Revolução Bolchevique e as idéias contrárias ao capitalismo através do jornal A Classe Operária, mas também por meio de palestras, festas nas sedes dos sindicatos, revistas, livros, panfletos e artigos publicados na imprensa sindical.

Foi através de intelectuais como Astrojildo Pereira e Octávio Brandão, militantes do movimento anarquista e sob a influencia de imigrantes europeus que chegavam ao Brasil, sobretudo italianos e espanhóis, é que o acesso a poucas e incipientes teses marxistas começavam a ser elaboradas, focando principalmente a realidade brasileira, propondo a aliança dos trabalhadores da cidade e do campo contra o imperialismo e o poder do latifúndio no Brasil.

No final da década de 1920, o PCB participou de eleições municipais e nacionais sob a legenda do Bloco Operário e Camponês (BOC), elegendo representantes na Câmara do Rio de Janeiro e lançando um candidato negro - o operário Minervino de Oliveira - à Presidência da República.

A queda da República Velha e a ascensão de Getúlio Vargas nos anos 1930 não representaram refresco para os comunistas: foram anos de enfrentamento à onda fascista que varria o mundo.

Embora com grande inserção no movimento operário, foi com o ingresso de Luiz Carlos Prestes - egresso do movimento tenentista – que o PCB articulou uma grande frente nacional e antifascista, propondo à sociedade um projeto de desenvolvimento democrático, antiimperialista e antilatifundiário, através da Aliança Nacional Libertadora (ANL).

A intensa opressão e perseguição varguista ao movimento operário, levou os comunistas a promoverem a insurreição de novembro de 1935, com a tomada de quartéis no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Coma a derrota da insurreição, abateu-se sobre o país uma ação repressiva sem precedentes, a que se seguiu a ditadura do Estado Novo, que obrigou os militantes comunistas a vários anos de luta clandestina.

Mesmo obrigado a atuar na ilegalidade, o PCB se reestrutura nacionalmente e com o fim do regime ditatorial de Getúlio Vargas, o Partido conquistava novos espaços, tornando-se assim o primeiro partido nacional de massas. Reflexo de sua influencia no movimento operário é o desempenho eleitoral em sua primeira eleição na legalidade, elegendo uma aguerrida bancada parlamentar - elegeu 14 deputados e um senador, Luiz Carlos Prestes - e assumindo a vanguarda das lutas democráticas e pela aprovação de reformas sociais na Assembleia Nacional Constituinte.

Foi nesse mesmo período, sob os ventos da democracia e um curto período de legalidade que o PCB atuou em Goiás, tendo através do Jornal “O Estado de Goiaz”, a possibilidade de publicação de muitos de seus documentos e artigos, o que ajudou na difusão das idéias política do Partido e de seus militantes na região do sudoeste goiano, principalmente nas cidades de Jataí e Rio Verde. Dentre as publicações, estava o registro do discurso da jataiense Maria Eloá de Souza, intitulado “ Por que me tornei Comunista”, onde a jovem estudante e militante expõe os motivos do seu ingresso no PCB, em Festa do Partido na cidade de Rio Verde.

O contexto da Guerra Fria e a subserviência do governo de Eurico Gaspar Dutra ao imperialismo estadunidense impuseram novo período de ilegalidade ao PCB a partir de 1947.

Mas a retomada das lutas operárias nos anos 1950, durante os governos de Vargas e JK, trouxe de volta o PCB à condição de principal organização representativa dos interesses dos trabalhadores, dos intelectuais, artistas, jovens e mulheres. Os comunistas tiveram decisiva participação na campanha O Petróleo é Nosso!, pela criação da Petrobras e estatização da produção e distribuição do petróleo. No início da década de 1960, exerceram intensa atividade política e cultural, produzindo inúmeras publicações e participando dos movimentos em defesa das reformas de base, das lutas contra o imperialismo e o latifúndio.

Diante da efervescente ascensão do movimento operário e popular, organizado em torno dos sindicatos de trabalhadores e do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), das Ligas Camponesas, da União Nacional dos Estudantes (UNE), dos Centros Populares de Cultura (CPC) e dos partidos de esquerda que lutavam por reformas de base no Brasil, a burguesia brasileira, associada ao capital internacional e apoiada nas forças armadas, promoveu em 1964 o golpe contrarrevolucionário, destituindo o nacionalista João Goulart do poder, para garantir a reprodução plena do capital monopolista no país.

Durante a ditadura civil-militar que através da força coibiu qualquer manifestação os trabalhadores e movimentos sociais, os militares impuseram um violento arrocho salarial e aprofundando a dependência do país diante do imperialismo, o que resultou num processo de modernização conservadora do sistema produtivo no Brasil.

Mesmo sob forte opressão regime, o PCB definiu uma linha de ação centrada na retomada das lutas políticas de massas. Mesmo recusando o caminho seguido por outras organizações de esquerda, que optaram pelas ações armadas, o PCB teve, entre 1973 e 1975, um terço de seu Comitê Central assassinado pela repressão e milhares de militantes submetidos à tortura, alguns até a morte, dentre os quais o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho. Essa condição colocou como única opção o apoio ao MDB, partido de oposição no famigerado sistema bipartidário criado pelos militares.

Com o processo de distensão política, negociado pelos próprios militares, o surgimento do novo sindicalismo e as greves do ABC paulista, a campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita e, mais adiante, o movimento pelas Diretas Já, o PCB diluído na Frente Democrática e em apoio ao MDB, passou a confundir a participação política como única forma de combate à ditadura, tendo como estratégia de luta a conquista de espaços institucionais, através das eleições burguesas, o que custou a perda de sua histórica hegemonia sobre as esquerdas, que já estava fragilizada desde a cisão interna e a criação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi potencializada a partir do final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980 com a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

 
Depois dos durou golpes, a reconstrução revolucionária

No início da década de 1990, na esteira da crise internacional do socialismo, marcada pelo fim da União Soviética e dos regimes do Leste Europeu, parte da direção nacional do Partido abdicou da luta contra o capitalismo e tentou destruir o PCB definitivamente, com a criação do famigerado Partido Popular Socialista (PPS), patrocinado pelo então deputado federal Roberto Freire.

No entanto, é impossível acabar com a importância histórica do Partidão! Em 1992, iniciava-se nossa trajetória em defesa da reorganização revolucionária do PCB. O XIV Congresso Nacional, realizado em outubro de 2009, consolidou este processo, no qual afirmamos nosso compromisso histórico com a revolução socialista, rejeitando categoricamente qualquer possibilidade de alianças com a burguesia. Por isso fizemos oposição ao governo Lula, e hoje ao governo Dilma, por entender que ambos cumprem o papel de aprofundar o capitalismo em nosso país.

A atual crise econômica mundial, que teve início nos Estados Unidos em 2008, provocou forte redução da produção industrial mundial e aumentou o

desemprego em vários setores da economia global. Mesmo nesse contexto, frações destacadas da burguesia brasileira, tendo à frente o setor financeiro, o empresariado exportador e o agronegócio, ampliaram seus lucros, pois com o apoio do governo petista patrocinaram a precarização dos processos produtivos e o aumento da taxa de exploração da força de trabalho, rebaixamento de salários, pela redução de direitos e garantias dos trabalhadores, que é velada e atenuada pelo aumento do consumo das classes subalternas, mas perceptível através do endividamento crescente da população.

E nesse sentido que o PCB mantém firme a determinação de organizar a classe trabalhadora, nas suas lutas específicas e gerais contra o capital e o patronato, em torno da Unidade Classista e da Intersindical, reorganizando a União da Juventude Comunista e reestruturando nossa atuação junto aos movimentos de mulheres e dos negros, através dos Coletivos Ana Montenegro e Minervino de Oliveira. Prestamos nossa solidariedade militante aos movimentos sociais, com destaque para o MST, que hoje sofrem intenso processo de criminalização de seus atos, por conta da combativa atitude no enfrentamento aos ditames do capital no campo e nas cidades. Defendemos a plena reestatização da Petrobras, mantendo viva a campanha "O Petróleo tem que ser nosso!".

Denunciamos ainda a presença de tropas brasileiras no Haiti, cumprindo o triste papel de força auxiliar e subalternas ao imperialismo, assim como a presença da IV Frota dos EUA na América do Sul e as inúmeras tentativas de desestabilizar as conquistas dos governos e movimentos populares na América Latina.

Saudamos a Revolução Cubana, que segue firme enfrentando o criminoso bloqueio econômico imperialista e avança na construção do socialismo.

Para fazer avançar a luta contra o capitalismo e no caminho da construção do projeto socialista em nosso país, defendemos a criação de uma Frente Nacional Permanente de caráter Anticapitalista e Antiimperialista, que não se confunda com uma articulação meramente eleitoral. E entendemos ser igualmente necessária a formação do Bloco Revolucionário do Proletariado, capaz de reunir as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros dispostas a lutar de forma radical contra o sistema capitalista e em favor da alternativa socialista.


A proposta de (re)organização em Jataí

Para compreender as relações sociais na região sudoeste do Estado de Goiás e especialmente na cidade de Jataí, devemos compreender as mudanças em toda a estrutura produtiva que gradativamente vem ocorrendo desde o final da década de 1970, quando das tentativas de implementação do II Plano Nacional de Desenvolvimento, empreendido pelo governo do general Geisel em meio a uma ditadura civil-militar. O II PND tinha como expectativa não apenas a integração nacional das regiões norte e centro-oeste aos demais centros produtivos, mas sobretudo, iniciar o processo de modernização conservadora do sistema produtivo brasileiro, incluindo o setor da produção agrícola, com o objetivo de integrar a economia brasileira as novas exigências do capital.

Esse movimento potencializou as já imensas dificuldades de sobrevivência da pequena propriedade rural e promoveu a substituição da produção de subsistência pelas monoculturas de grande escala – sobretudo grãos – que alteraram também o padrão de ocupação da terra, o assalariamento da mão-de-obra no campo, a ampliação das desigualdades sociais e concentração de riquezas, limitando as possibilidades de organização dos trabalhadores.

As alterações das relações de trabalho no campo constituem hoje num dos principais fatores do aumento da concentração fundiária, da alienação do trabalhador dos resultados de seu trabalho no campo, dificultando a organização desse trabalhador, seja nos movimento de luta pela terra ou mesmo nos sindicatos.

Embora a dificuldade de organização da classe trabalhadora não se restrinja a apenas aos trabalhadores ligados a produção agrária e ao agronegócio, mas sobretudo, essa condição reflete a debilidade e capacidade de organização do conjunto da classe trabalhadora no campo e na cidade.

Assim, seja entre os trabalhadores rurais ou trabalhadores urbanos, servidores públicos ou do setor privado, o que nos chama a atenção atualmente é a voracidade e a velocidade em que esse processo de exploração capitalista se amplia e precariza as relações e condições de trabalho.

Nesse contexto que o PCB no Estado de Goiás, respeitando as resoluções do seu XIV Congresso Nacional e na Política Nacional de Organização, amplia qualitativamente sua militância em setores estratégicos como no movimento estudantil, nos sindicatos de trabalhadores e nos movimentos sociais, para a atuação nas pequenas e grandes lutas de combate contra o capitalismo.

Em Jataí, esse processo de reconstrução concentra seus esforços no Movimento Estudantil, através da União da Juventude Comunista (UJC) atuando na direção do DCE da UFG e na construção dos Centros Acadêmicos (C.As) no Campus Jataí, tendo como representantes os alunos Lucas Schumacher (Pedagogia) e Rodrigo Lopes (Med. Veterinária). Conta também com uma importante base militante entre os trabalhadores em educação, atuando em oposição a atual direção do Sintego que tem gradativamente se mostrado pouco combativo na defesa de uma educação de qualidade, vide os últimos ataques promovidos pelo atual Secretário de Estado da Educação Thiago Peixoto e pelo governo Marconi.

E é a partir dessa trajetória, de um Partido perseguido em muitos momentos de sua história, forjado na luta revolucionária, clandestina, anticapitalista, antiimperialista, classista e internacionalista, que com muita honra e orgulho parabenizamos o PCB pelos seus 89 anos de luta e saudamos a todos os nossos camaradas envolvidos na tarefa de reconstrução revolucionária, seja na cidade de Jataí, no estado de Goiás e em todo o Brasil.

Esse PCB fundado em 25 de março de 1922, sob os reflexos da revolução Russa de 1917, de tantas lutas, de vitórias, equívocos, conquistas, erros e acertos, hoje, mais do que nunca, corresponde a assertiva do poeta Ferreira Gullar de que "(...) o PCB não se tornou o maior Partido do Ocidente, nem mesmo do Brasil. Mas quem contar a história de nosso povo e seus heróis, terá que falar dele. Ou estará mentindo."

Viva o Partido Comunista Brasileiro!!!

Jataí, 25 de março de 2011

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[1] Professor, militante e membro do Comitê Regional/GO - Coletivo de Formação de Política.


sábado, 9 de abril de 2011

UM CRIME PREMEDITADO E PREVISTO BEM ANTES

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, em foto de documento

     Tem uma reportagem que diz que o subprefeito Edmar Teixeira na primeira entrevista após o ocorrido, informado pela direção da escola, respondeu a repórteres que o atirador cometeu o crime por ser portador de HIV. Depois a imprensa (site do jornal O DIA e R7) até desmentiu essa informação acreditando ter havido confusão com a divulgação da carta de despedida do atirador. Se isso for verdade e se de fato alguém da direção da escola informou ao subprefeito que Wellington Menezes de Oliveira era portador de HIV, então parece que o vidente Jucelino Nóbrega da Luz (que já foi tema de reportagem aqui no Blog durante a Copa do Mundo 2010 por ter previsto todos os campões desde os anos 70 quando tinha apenas 9 anos de idade) pode mesmo estar falando a verdade. Sendo assim, ele deve ter, de fato, previsto o crime e enviado uma carta de alerta a direção escola dois anos antes do ocorrido. No caso de não ter comunicado às autoridades e a polícia antes é porque não é possível prender uma pessoa por um crime que ela só vai cometer no futuro - ele que mora em Águas de Lindóia, São Paulo, se caso viajasse ao Rio de Janeiro e fosse a uma delegacia do bairro de Realendo dizendo ser um famoso vidente e pedindo para que os policiais prendessem um certo rapaz chamado Wellington porque teve um sonho e um aviso espiritual que ele iria cometer uma chacina no colégio Tasso da Silveira será que a polícia iria levar a sério? Talvez sim, talvez não ou talvez até o vidente impedisse mesmo o crime e saísse como grande herói ganhando notoriedade, fama e préstígio no Brasil e no mundo todo. Mas pode ser também que por causa de tantas cartas e de tantos sonhos que o vidente têm sobre tantos acontecimentos, ele talvez não tenha tempo de ficar monitorando tudo. Também, é claro, ele sabe que nem todos os acontecimentos previstos se realizam. Veja o texto do site:

Carta de atirador não diz que ele seria portador do vírus HIV
Texto também não faz referência direta à religião islâmica
André Paino, do R7
07/04/2011 às 17h38

A carta deixada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira não menciona que ele seria portador do vírus HIV. A informação foi dada pelo subprefeito Edimar Teixeira durante entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (7). Após a divulgação da carta pela Polícia Civil, no entanto, a informação não se confirmou.

Segundo o assessor de Edimar Teixeira, Ronado Cunha, a informação teria sido um mal entendido, uma vez que, ao falar sobre a existência da carta, o subprefeito foi interrompido por uma jornalista que perguntava o motivo que teria levado Wellington a praticar o crime.

A resposta à jornalista de que o atirador teria cometido o crime por ser portador de HIV não estava vinculada à declaração sobre a existência da carta. Teixeira teria ouvido a informação de um integrante da direção da escola.



Carta de alerta que o ambientalista e vidente Jucelino Nóbrega da Luz afirma ter enviado a direção da escola municipal Tasso da Silveira ainda em 2009 avisando sobre o atirador Wellington.